Sexto dia de aula dos trigêmeos

Hoje foi o sexto dia de aula dos trigêmeos. Agora terminou a fase da adaptação, como contei no quinto dia de aula, e as aulas passaram a ocorrer entre 13h05 e 17h20. Foi o primeiro dia em que levei a Mônica e os meninos no mesmo horário.

Como terminou o horário de verão no último domingo, eu estava com ainda mais medo que eles estivessem muito cansados na hora de ir para a escola. Eles acordam às 7 horas todos os dias e agora passariam a acordar às 6h. E na semana passada, na adaptação, tiramos a soneca da tarde deles nos primeiros dias mas tivemos que recolocar devido ao excesso de sono na hora da aula. Então… juntando tudo, hoje foi o primeiro dia útil depois do fim do horário de verão e com aula durante toda a tarde!

Por sorte, acordaram às 7h15 do horário novo. Nem acreditei! Às 11h30 já tinham almoçado e eu já estava colocando os uniformes. Arrumei os lanches, as mochilas e lá fomos nós, com a mana junto desta vez.

Ao chegar na escola, Murilo deu um piti porque queria que eu o levasse no colo. Marcelo deu outro piti porque derrubou sua mochila e a mana ajudou a juntar. Era ele quem queria juntar. As coisas não estavam com cara de que iam dar certo. Levamos eles até a porta do setor da educação infantil e Mônica saiu levando o Murilo. Ele estava de mãos dadas comigo e nem deu tempo de parar. Mônica pegou na mão dele e levou, sem dar tempo de chorar e reclamar. Quando se deu conta, já estava quase em sua sala.

Matheus e Marcelo estavam de mãos dadas com o papai. Ao chegar à porta onde temos que largar as crianças (um pouco longe das salas de aula), papai abaixou-se para despedir-se das crianças. Foi a pedida para o choro começar. Ele deu tchau e a choradeira dos dois começou. Murilo nem viu.

Imediatamente a coordenadora mandou chamar para aquele local as professoras dos dois. Dois minutos depois, a profe Aline (‘pofe Anine’, como Matheus chama) apareceu lá para nos ajudar. O Matheus estava chorando abraçado em mim, mas quando viu a profe seu dia se iluminou. Me deu tchau e saiu no colinho da profe, bem contente. A profe Dani apareceu logo depois e o Marcelo, que estava no meu colo, ficou um pouco relutante. Mas ouvindo ela convidá-lo para ir para a sala fez o rostinho dele mudar e aceitar ir de mãozinha com a professora.

Na hora da saída

Esta tarde eu não precisava ir trabalhar, mas fui fazer algumas outras coisas já meio esperando o telefone tocar. Tinha certeza que alguém ia me ligar da escola! Já eram 16h quando eu vim para casa. Aqui dentro, fiquei caminhando de um lado a outro do apartamento, procurando o que fazer. Nem me lembro quanto tempo fazia desde que eu tive minha casinha assim toda para mim. Sensação esquisita. Silêncio… Foi um momento bom.

Na saída, Mônica havia me implorado para buscá-la primeiro. Queria muito ir junto nas salinhas dos maninhos para buscá-los. Claro que atendi seu pedido. Juntas, começamos pela sala do Matheus. A professora disse que ele se comportou muito bem, não chorou, interagiu com os colegas. Para a profe do Murilo, perguntei como foi o primeiro dia de aula de tarde inteira. Ela disse que eles tiveram tantas atividades para fazer que nem deu tempo de ele chorar ou ficar chateado.

Sempre que busco o Marcelo ele já está no colo da profe ou da monitora choramingando que eu não cheguei ainda. Ele vê os outros pais e pensa que eu não vou chegar. Hoje acabamos buscando o Marcelo por último e achei que ia encontrá-lo triste. Que nada! Estava mexendo em seu livrinho, sentado em uma mesinha com outros três coleguinhas que faziam o mesmo. Parecia enturmado. A professora dele disse que hoje foi o primeiro dia que ele não chorou em nenhum momento, que ficou bem tranquilo.

sexto dia de aula

Marcelo mostrando os materiais para a mamãe.

Poxa, eu estava preocupada que, a aula sendo mais longa, ia encontrar meus pimpolhinhos tristes e cansados. Foi melhor do que eu imaginava! Estavam felizes interagindo e brincando. A professora do Matheus contou que ele e o Marcelo se encontraram nas filas na hora de ir e vir do recreio e apenas se disseram “oi”. Sem choro, sem um querer o outro, sem um esnobar o outro (como aconteceu semana passada). Acho que, aos poucos, tudo está se acertando! E a mamãe vai ficando mais tranquila e com o coração leve.

Hoje mesmo meu marido e eu nos questionamos se estávamos exagerando em colocá-los em turmas separadas. Mas as coisas estão se encaminhando direitinho, só precisamos ter um pouco mais de paciência. Até mais!

1 comentário

  1. Thays

    Acho que você faz muito bem em separá-los, eu e minhas irmãs por exemplo apesar de não sermos gêmeas, o povo pensa que somos trigêmeas, sendo que não somos nada parecidas, vai entender, crescemos isoladas por nossos pais dentro de casa, minha mãe não deixava a gente brincar com outras crianças, pois dizia que ia acabar batendo na gente, o resultado é nós três, especialmente eu sou bastante antissocial, tenho barreiras mesmo com os outros, também nunca fui para creche e há um tempo atrás eu julgava as mães que deixavam os filhos lá, mesmo não tendo filhos, hoje eu penso que é muito bom para a criança não ficar fechada dentro da família, fora que é bom para a sanidade da mãe.

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