Primeiro mês de aula dos trigêmeos

Há exatamente um mês, os trigêmeos iniciaram sua jornada escolar. Esse foi o primeiro mês de aula. No dia 13 de fevereiro de 2017, Marcelo, Murilo e Matheus tiveram seu primeiro dia de aula em uma escola, não escolinha. Após ficarem quase três anos e meio somente em casa com os pais e/ou com a babá, conheceram um novo mundo com professores, colegas, atividades e materiais. E tudo isso, para o espanto de muitos que nos acompanham por aqui, em turmas separadas.

Relatei diariamente as duas primeiras semanas de aula e tivemos muitas diferentes situações. Nos primeiros três dias, tudo era novidade! Tudo era festa! Até que eles começaram a entender que teriam de fazer aquilo diariamente, uma rotina totalmente nova, e começaram a estranhar. No terceiro dia, Murilo fez um beicinho mas entrou para a escola mesmo assim.

No quarto dia de aula, ele e Matheus choraram muito! Não queriam entrar de jeito nenhum. Deixamos chorarem um pouco, o que abriu espaço para a manha. Acabaram indo, contrariados. No quinto dia, aconteceu o mesmo, até pior: Marcelo também chorou e tivemos que deixar três menininhos chorando na escola (o que nem preciso dizer que deixou meus nervos em frangalhos).  Mas as monitoras e professoras sempre nos disseram que, ao chegar na sala de aula, tudo melhorava e o choro acabava.

Na segunda semana de aula, com o apoio da mana Mônica (e depois de um fim de semana grudadinhos no papai e na mamãe), eles foram para a escola sem problemas. Passaram diversos dias com as professoras me fazendo relatos felizes de socialização, amizades novas, atividades. Eles começaram a nos contar os nomes dos amiguinhos, os acontecimentos das aulas de psicomotricidade (educação física), as cores que aprenderam em inglês, as brincadeirinhas na aula de teatro. Tudo certinho.

O único porém foi uma febrícola que todos (incluindo a Mônica) tiveram na segunda semana. Meu telefone tocou diversas vezes naqueles dias. Um dia era o Murilo com febre de 37,5°C às 14h30. Busquei. Duas horas depois ligaram por causa do Marcelo. No dia seguinte, já livres da febre, foram para a escola. Matheus e Mônica, então, apresentaram quadro febril. Acabei levando todos no médico e mataram sua primeira aula! Não tinham nada além de um resfriado. Acho que era apenas o corpinho se acostumando com os vírus da escola… (risos!)

primeiro mês de aula

Adaptação individual

Matheus: Tudo se encaminha bem, mas Matheus voltou a chorar na hora de chegar na escola. Mesmo estando junto com os irmãos gêmeos e a Mônica, ele fica meio nervoso naquele momento e quer a mamãe. Ele gosta muito da professora Aline, mas a hora de entrar para a escola é o momento ruim dele. Lá chegando, a profe conta que ele entra bem tranquilo na sala, conversa com ela, com os colegas e participa bem das atividades em geral. Contrastando o choro da entrada, ele me parece ser o mais adaptado porque é o que fala sobre a escola do jeito mais alegre. Ele é o que mais tem novidades e o que mais conta o que acontece.

Sabemos que a cor que ele escolheu para ser representado na turma é o verde-claro (como o Hulk, seu personagem favorito). Sabemos o nome dos três amiguinhos que sentam com ele na mesinha (são mesas de quatro alunos). E a profe conta que ele gosta muito de brincar com bonecos e personagens e inventar muitas histórias.

Murilo: A professora do Murilo conta que ele fez bastante amizades e que virou o melhor amigo de uma menina. Ela diz que eles andam na fila de mãozinhas dadas e, quando eu vi a menina, achei engraçado porque ela é quase a cabeça toda mais alta do que ele. O Murilo nunca mais chorou para chegar na escola, embora ele fique olhando para trás até o momento que consegue me ver na porta.

Ele contou que a cor que escolheu para representá-lo na turminha é o azul-escuro. Murilo é o que menos conta o que acontece e, por isso, me comuniquei com a profe mostrando minha preocupação. Uma das monitoras me disse que no início ele ficava mais quieto, ouvindo. Que conversava com os colegas mas que cada dia interagia com um diferente. Recentemente, a profe contou que ele está mais próximo dessa menininha.

Marcelo: Eu tinha mais preocupação com o Marcelo do que com os outros meninos. Sempre achei Marcelo mais grudado em mim e, ao mesmo tempo, mais independente. Ele sempre obedece os irmãos, briga menos e sempre achei que ele não escuta muito as regras. Que na hora de fazer ele simplesmente imita os irmãos. Esse foi um dos motivos de eu querer colocá-los em turmas diferentes: queria que ele tivesse mais decisões próprias.

Acho que Marcelo está se adaptando bem. Ele fala dos colegas e das atividades. Reconhece seus amigos no pátio na hora da saída. Ele diz: “esse é meu colega, esse também”. Quando pergunto para as mães a turma da criança, descubro que ele está falando a verdade. Ele contou para a gente que a cor laranja foi a que ele escolheu para ser sua cor na turma. Ele é o que mais comemora quando eu chego para buscar. Ele dá gritinhos para a profe dizendo: “A mamãe chegou! A mamãe chegou!”

primeiro mês de aula

Matheus, Marcelo, Murilo e Mônica na escola.

Na primeira semana, eu pensei que o fato de tê-los separado é que estava sendo um problema. Pensei que estavam muito tristes por estarem longes uns dos outros. Meu marido e eu chegamos a conversar sobre o acerto dessa decisão, mas percebemos que era apenas o primeiro momento, o choque inicial da vida escolar.

As coisas estão se encaminhando tranquilamente e estamos felizes com a nossa decisão de separá-los. Em casa, continuam muito próximos e a escola está nos ajudando a fazê-los compreender a separação. Hoje, por exemplo, Matheus e Murilo ganharam um balão na aula de educação física. A turma do Marcelo só tem essa aula amanhã. Então, prevendo o problema, a profe já explicou para ele na hora da saída que o dele viria amanhã. Ele entendeu e repetiu várias vezes que amanhã era seu dia de ganhar balão.

Uma coisa engraçada é a reação dos coleguinhas (que têm entre 3 e 4 anos) quando conhecem os irmãos dos trigêmeos. Em cada turma que tem um dos meus filhos os colegas conhecem aquele pelo nome. Aí na saída eles dizem: “olha, mamãe, três Marcelos (ou Murilos, ou Matheus, conforme a turma que estudam)!”

Continuarei relatando por aqui as novidades escolares dos meninos. Acompanhe os relatos aqui no blog desde o primeiro dia! Até mais!

Adaptação escolar dos trigêmeos

2 comentários

  1. Grazi Motta

    Cada dia m apaixono mais pelos trigemeos ♡♥·♥♡

  2. Fabiola Fernandes

    Lindos!!! Não tive como não rir, “três Marcelo”haha

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