Os 6 anos da Mônica

Na última sexta-feira, dia 4 de agosto de 2017, Mônica completou 6 anos! Há 6 anos, eu ainda não sabia nada sobre maternidade e, sinceramente, nem me lembro bem a pessoa que eu era antes do dia 4 de agosto de 2011.

Não que eu não me lembre da minha vida antes do nascimento dela com certa saudade. Muito pelo contrário, lembro com carinho dos anos entre meu casamento e o nascimento dela. Foi muito bom passar cinco anos casada sem filhos, sem grandes preocupações. Eram apenas planos para o futuro e nele, claro, incluíam os filhos. Mas só dois, diga-se de passagem.

Demorei dois anos para conseguir engravidar da Mônica. Fui diagnosticada com endometriose depois de alguns meses de tentativas e tive que me submeter a uma cirurgia via videolaparoscopia para eliminar os focos da doença do organismo. Em novembro de 2010, acompanhei minha ovulação em exames de ecografias e pude saber exatamente o dia que estava ovulando para conseguir engravidar. Depois, fiz uso de um medicamento a base de progesterona para “segurar” uma possível gravidez. Descobri que esperava um bebezinho em 11 de dezembro de 2010. Mônica é uma das poucas pessoas que têm uma “foto” sua enquanto ainda era um óvulo. Ou melhor, uma imagem do óvulo que resultou em sua pessoa.

Tive um início de gestação um pouco difícil, com três sangramentos. Nas três vezes, pensei que estava perdendo o tão sonhado bebê. Que alívio ver nas ecografias que o embriãozinho continuava ali. Fiz repouso relativo até as 12 semanas por precaução. A partir das 12 semanas, tive uma gravidez muito tranquila. Descobrimos o sexo do bebê com 13 semanas. O médico deu o palpite de ser menina mas pediu para confirmarmos com 16 semanas. Se fosse menino, se chamaria Marcelo. Se fosse menina, seria Melina, Manuela ou Mônica. Adorava estar grávida. Me sentia radiante.

Depois da confirmação do sexo, decidimos chamá-la de Melina. Mas quando eu falava com ela na barriga, não sentia que esse nome estava bem escolhido. Um dia, minha irmã me deu um presentinho para o nenê escrito “para Melina”. Foi quando decidimos rever o nome. Me desculpem as Melinas (ainda acho esse nome muito bonito), mas não me soou bem naquele momento. Fizemos uma lista estudando vários nomes. Eu queria que começasse com M. Meu marido a esta altura estava entre Rafaela e Eduarda. Revi a minha lista inicial de nomes com M. Melina, Manuela ou Mônica. De uma hora para outra, Mônica fez todo o sentido. Escolhi sem arrependimentos e hoje não consigo imaginar minha menina com outro nome.

Nascimento da Mônica

Eu morria de medo de fazer parto normal. Embora minha médica tivesse me tranquilizado quanto a isso, decidi marcar a cesárea dela para o dia 12 de agosto, quando estaria prestes a completar 40 semanas. Mas no dia 4 de agosto eu tinha consulta marcada para às 14h e relatei à médica que Mônica não estava se mexendo muito na minha barriga. Além disso, eu havia perdido peso nas últimas duas semanas. Fui encaminhada ao hospital para fazer um exame chamado MAP (também chamado cardiotocografia).

Resumidamente, este exame detecta a atividade fetal pela frequência cardíaca e contrações uterinas. São colocados eletrodos na barriga da mamãe. Lembro de terem me deixado deitada com o monitoramento e depois de uns 20 minutos fizeram alguns barulhos para o bebê. Mônica se mexeu freneticamente e depois parou. O resultado do laudo fez com que minha médica marcasse a cesárea para aquela noite, às 19h30. Segundo os médicos, estava em sofrimento fetal.

Era 17h quando marcamos a cesárea para às 19h30. Me lembro de, no meio daquela correria de vir para casa pegar a mala da maternidade (que já estava pronta), eu quis fazer algo “normal” para me acalmar. Não tinha ainda arrumado a cama naquele dia porque a barriga era grande e passei o dia sozinha. Convidei, então, meu marido para arrumarmos nossa cama juntos, pela última vez sem filhos. Aquilo foi uma bobagem, mas marcou para mim a divisão de águas da minha vida: sem filhos X com filhos. Sempre me lembro daqueles minutos com emoção. Nunca imaginei que ela seria somente a primeira de um total de quatro filhos!

Quando Mônica nasceu, estava com uma volta do cordão umbilical no pescoço. Tinha, também, pouco líquido amniótico. Embora eu estivesse de 38 semanas e 3 dias, ela tinha somente 2,545kg. Alguma coisa estava errada e impedindo que ela ganhasse peso. Mas ela nasceu bem e deu tudo certo. Teve alta com 2,300kg mas ganhou 1,800kg no primeiro mês em casa, sendo amamentada exclusivamente no peito. Em pouco tempo, estava uma bolinha redondinha.

Ela cresceu saudável e feliz. Teve a primeira febre somente aos 10 meses. Nunca engatinhou. Pulou essa fase e caminhou 5 dias depois de completar 1 aninho. Sendo mãe apenas dela, levava o meu bebê comigo em todos os lugares onde eu ia. E ela sempre foi muito querida com todo mundo. Mônica espalha amor por onde passa. Sempre chama atenção pela simpatia e espontaneidade, tendo “fãs” em diversas lojas e estabelecimentos que frequentamos.

Minha princesa é uma menina muito especial. Feliz 6° aniversário, Mônica! Que você seja muito feliz!!

Veja o vídeo da festinha dos 6 anos da Mônica! Até mais!

1 comentário

  1. Helen

    Não canso de achar essa princesa linda e encantadora. Aliás, Michele passei a amar o nome Mônica por causa dela, não que antes eu odiasse é que apenas não me dizia nada e agora está no meu Top 10 de favoritos. Que Deus conceda-lhe muitas bençãos. Bjs!

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