Como descobrimos que esperávamos trigêmeos

Vem chegando o aniversário de 4 anos dos meus trigêmeos (que será no dia 4 de outubro). O tempo passa muito rápido mesmo! Por isso resolvi reviver alguns momentos e contar como descobrimos trigêmeos! O que nossos familiares disseram? Como foi contar para os amigos?

No final de 2012, decidimos que eu pararia de tomar o anticoncepcional para dar um(a) irmão(ã) para Mônica. Em janeiro de 2013, iniciamos as tentativas. Como eu tenho endometriose e havia demorado quase dois anos para engravidar pela primeira vez, achamos que demoraria um pouco.

No dia 7 de março de 2013, fiz um beta HCG para saber se estava grávida. Desconfiei que estava esperando meu segundo filho porque senti um cheiro muito forte na rua quando levei minha cachorrinha passear naquele dia. Só eu sentia o tal cheiro e na hora me lembrei que este havia sido um dos principais sintomas quando me descobri grávida da Mônica.

Quando vi o resultado do exame pela internet, aparecia o número 81. Nos valores de referência dizia que de 0 a 25 o resultado era inconclusivo, mas que a partir de 50 eu estaria produzindo o hormônio HCG (hormônio presente na placenta) e, assim, estaria grávida. Liguei para minha médica e recebi a orientação de repetir o exame em alguns dias. Repeti em menos de uma semana e o valor estava muito mais alto. Estava grávida. Contei apenas a nossos pais e irmãos e todos comemoramos a vinda do irmãozinho.

Gêmeos?

No dia 22 de março de 2013, fiz a primeira ecografia. Eu não consegui horário no laboratório que costumava fazer os exames na gravidez da Mônica, mas marquei em outro tamanha era a ansiedade. Meu marido não podia ir junto porque tinha um compromisso. Mas demorou tanto para eu ser chamada para a sala de exames que ele conseguiu ir comigo.

Eu não conhecia a médica que fez o exame. Quando ela iniciou, me fez algumas perguntas. Ela não era muito falante, mas de repente ficou ainda mais quieta. Apareciam d.uas bolinhas pretas dentro do meu útero. Eu fiquei tão besta com aquilo que não entendia o óbvio: era dois sacos gestacionais.

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A médica disse: “É, são dois sacos gestacionais”. Olhei para meu marido (que bom que ele tinha conseguido ir!) e ele estava com uma expressão impossível de ler. Lembro que respondi, idioticamente: “Mas, doutora, eu já tenho uma filha”.

Percebendo nosso susto e não alegria, a médica nos aconselhou que repetíssemos o exame em 10 dias. Os dois sacos gestacionais estavam com tamanhos diferentes, mas representavam cerca de 6 semanas de gestação. Ela disse para repetirmos porque não apresentavam ainda batimentos cardíacos exatamente porque ainda era cedo demais. Para nos consolar, ela inclusive disse que era mais comum do que imaginávamos uma gestação começar múltipla mas um dos embriões não se desenvolver, sendo reabsorvido pelo organismo.

Fomos liberados do consultório e convidados a esperar o laudo do exame na sala de espera do laboratório. Ali, desabei. Chorei de desespero. Como eu ia ter dois filhos? Como assim? Gêmeos? Não pode ser! Levei o laudo para a secretária de minha obstetra para que ela pudesse analisar mais tarde. Marquei a primeira consulta da segunda gestação. No estacionamento, sentei no carro e mandei um SMS para minha mãe, que respondeu feliz da vida. Ligamos para minha sogra, que também ficou muito contente.

Trigêmeos?

No dia 2 de abril de 2013, uma segunda-feira de manhã, eu tinha consulta no meu laboratório de costume. Aquele que havia feito os exames na gestação da Mônica. O médico, já conhecido nosso, me chamou para o exame. Contamos a ele toda a situação desta segunda gravidez e como havíamos nos assustado com a ideia de estarmos esperando gêmeos. Mas, naquela altura, a gente já tinha se acostumado e até curtido a ideia de ter gêmeos. No domingo anterior, minha cunhada havia brincado comigo olhando a foto acima dizendo que “tinha coisas demais” dentro do saco gestacional à esquerda. “Olha, são 4 grãos de arroz. Não são gêmeos, são quíntuplos”.

Eu já estava com medo de o organismo ter, realmente, reabsorvido um dos sacos gestacionais. Então, quando o médico iniciou o exame, fiquei contente em ver que os dois sacos ainda estavam ali. Mas neste momento o médico ficou em silêncio, examinando a situação. A descontração tinha ido embora e havia ficado um olhar preocupado. Lembro de ter perguntado se estava tudo bem. Ao que ele respondeu: “Olha, neste saco gestacional aqui está tudo bem. Há o embrião e a vesícula vitelínica. Só que neste outro aqui há dois embriões e duas vesículas vitelínicas. Você está grávida de trigêmeos!”.

Pausa.

Olhei para meu marido. Olhei para o médico. A esta altura, ele estava me explicando que eram dois idênticos em um saco gestacional e um diferente. Que aquele no saco gestacional diferente ia ter uma gravidez mais tranquila, enquanto os outros iam ter uma gravidez mais preocupante. Ele me indicou que deveria fazer ecografias mais regularmente. Me disse que eu teria que fazer repouso. Me disse que aquele era um caso raro e que até para ele era um fato muito inusitado. Mas eu só ouvia tudo sem conseguir processar nada.

Como assim? Trigêmeos? Eu recém havia me recuperado do choque de ter gêmeos. Como assim três? Como vou dar conta desta gestação? Como vou conseguir sustentar quatro filhos? Como isso foi acontecer comigo?

Saí de lá arrastada, em choque. Liguei para minha mãe, que me disse: “Nossa, filha, agora eu fiquei preocupada!”. Minha sogra teve a mesma reação. Mas meu sogro foi quem teve a reação mais positiva. Ele tem três filhos e cada um tinha uma filha. Ele sempre quis mais netos e incentivava que meus cunhados tivessem mais filhos. Enquanto meu marido e eu estávamos em choque e nossas mães super preocupadas com o andamento da gestação, ele só disse: “eu fui muito abençoado”. Até hoje eu brinco com ele que a ‘culpa’ por eu ter tido trigêmeos era dele, que pedia tantos netos em suas orações. Como os outros não quiseram ter e eu ainda estava com a fábrica aberta, todos vieram para mim! Hehehe.

Esperamos as 12 semanas para contar aos amigos, vizinhos, conhecidos, meus alunos. Todos ficavam em choque! Tinha gente que pensava que tinha entendido errado. Todo mundo – que entendia – fazia aquela piadinha clássica sobre você-sabe-o-quê. Por que o marido tinha que ficar com o mérito (risos)?

Bem, o resto da história vocês já conhecem! Se quiserem, podem reler aqui no blog nas abas Gravidez e Fases dos Trigêmeos; ou ainda navegar pelos posts antigos na parte de arquivo do blog! Desculpem, mas não tirava muitas fotos nesta época, coisa que me arrependo muito hoje. Faça isso, gravidinha! Até mais!

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33 semanas de gestação trigemelar

3 comentários

  1. Não posso nem imaginar o susto
    hehehehehehehee
    Planejar um e receber 3!!
    td em triplo, mas principalmente o amor!!!

    Bjooos

  2. Nossa eu tbm vou ter estou morrendo de medo das complicações

    1. Michele Kaiser

      Você está grávida de múltiplos, Jéssica?

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