O dia em que a escola chamou uma ambulância para atender meu filho

Imagina você estar em casa, cuidando de seus afazeres, e receber uma ligação da escola dizendo que chamaram um ambulância para atender seu filho? Eu quase infartei!!

Na última sexta-feira, como de costume meu marido e eu largamos as crianças na escola em torno de 13h15 e saímos para fazer aquelas coisas chatas que a gente faz nas sextas: supermercado e feira. Estamos de folga nas sextas até março começar de verdade na semana que vem. Era cerca de 15h quando chegamos em casa, guardamos as coisas, e ele tinha um compromisso no centro da cidade – bem próximo à escola – às 16h. Às 15h30 ele saiu de casa e eu me atirei no sofá. Coisa boa ter a casa só para mim por mais uma hora e meia!

Eis que às 15h39 eu recebo uma ligação da escola em meu celular. Todas as mães sabem a aflição que dá na hora que o celular está tocando com o contato da escola brilhando na tela! Imediatamente atendi e a coordenadora, depois de se identificar, me disse: “Mãe, não precisa ficar assustada mas o Marcelo sentou de mau jeito e caiu da cadeira. Ele bateu a cabeça e fez um galo na nuca, mas está bem, estamos colocando gelo. Está aqui desenhando. Nós chamamos o resgate e ele será atendido. A senhora pode vir acompanhar?”. Poder eu podia, mas ia demorar no mínimo 20 minutos para chegar lá. Ela disse que não tinha problema, que iam atender meu filho e depois deixar o prontuário de atendimento na agenda.

A aflição virou diversão

Liguei para meu marido, que tinha acabado de chegar no estacionamento do qual somos mensalistas. Ele estava a dois minutos da escola. Pedi para ele correr lá e acompanhar o atendimento. Quatro minutos depois, ele me ligou através de uma vídeo chamada. Atendi e vi o Marcelo. Ele começou a falar, muito alto e muito rápido: “Oi, mamãe! Sabia que eu caí da cadeira e bati a cabeça e o papai veio aqui me ver?”. Ele estava muito feliz com esta novidade.

Meu marido disse que o resgate ainda não tinha chegado, mas que o Marcelo estava bem, feliz da vida que tinha acontecido uma coisa diferente. Tinham dito para meu marido que o Marcelo nem chorou ao cair da cadeira, mas como bateu a cabeça era de praxe da escola chamar o atendimento. Percebi que a escola prefere demonstrar excesso de zelo do que parecer que está negligenciando as crianças.

escola chamou uma ambulância

Marcelo foi examinado e um xerox do atendimento veio em sua agenda. Ele quis continuar na escola porque iam para a aula de teatro. Papai saiu da escola e nem se atrasou para seu compromisso. Cerca de meia hora mais tarde, a coordenadora me ligou novamente para me contar todos os detalhes do atendimento médico. Fiquei bem mais tranquila. No horário normal, meu marido buscou as crianças na escola, trouxe para casa e não tinha mais nem sinal do galo.

Mas não foi nada sério