Os trigêmeos da Lizi

De Guarulhos-SP, a professora Liziane Crude Santos, 29 anos, e o administrador André de Souza Teixeira, 28, são os felizes pais do trio Valentina, Nicolas e Lívia, 9 meses. Liziane queria muito ser mãe e depois de quase 3 anos tentando a gravidez, descobriu que esperava trigêmeos! Vem conhecer esta história! E acompanhe a família no instagram: Os Trigêmeos da Lizi.

‘Meu nome é Liziane, tenho 29 anos, sou professora de educação infantil e amo o que faço; meu marido se chama André, tem 28 anos e é Administrador.

Somos casados há 4 anos e desde que casamos pensávamos em ter filhos. Eu sempre quis ter 2, mas meu marido desejava ter mais de 5 (risos). Antes de engravidar, nossa rotina era bem comum, trabalhávamos, saíamos aos finais de semana e aos domingos nos encontrávamos com a família.

Com o passar do tempo começamos a pensar e nos programar para termos nosso primeiro filho, mas não foi tão simples como imaginávamos. O tempo foi passando e por fim estávamos tentando engravidar por 2 anos e meio, até que decidi procurar um médico para fazermos exames mais detalhados. Os resultados estavam todos dentro do normal, até que o obstetra decidiu me receitar um medicamento indutor de ovulação. Foi recomendado que tomasse durante 3 ciclos, e assim eu fiz.

Ao fim do primeiro ciclo bateu aquela ansiedade e esperança, porém não aconteceu. Renovei as forças e começamos o segundo ciclo, ao final de mais um ciclo, os sentimentos aumentaram e mais uma vez a resposta foi negativa. Nesse momento pensei até em não fazer o último ciclo pois já não acreditava mais que daria certo, mas conversei com o meu marido e decidimos fazer a última tentativa. Ao final do terceiro e último ciclo, os sentimento se triplicaram em ter mais um resultado negativo, e para nossa surpresa e felicidade recebemos o nosso tão sonhado POSITIVO.

A descoberta da gravidez de trigêmeos

Nesse momento éramos só felicidade, corremos para contar para a família e começar o pré-natal. Marcamos a consulta na data mais próxima. O medico pediu o Beta HCG  para termos certeza e ver a evolução. Feito o exame, voltamos ao médico, ainda na mesma semana. Quando ele viu o resultado, nos disse que estava muito baixo ainda, que era para repetir dali a uma semana. Fiquei arrasada, pois já pensava no pior, e como esperar uma semana para repetir o exame?

Passaram-se 3 dias e lá fui eu repetir o exame. Para nossa surpresa o resultado estava mais que confirmado, deu mais de 87.000! A partir desse momento tive a certeza de que meu sonho estava se realizando.

Marcamos nosso primeiro ultrassom com 7 semanas. Quando a médica começou o exame, ela não falava nada, somente olhava e olhava. Nessa hora começamos a ficar com medo de que poderia ter alguma coisa errada. Então ela nos perguntou: “- Vocês fizeram algum tipo de tratamento para engravidar?”. Respondi: “- Não doutora, só tomei indutor de ovulação por três ciclos. Por quê?”. Ela respondeu: “- Porque são três…”. E disse: “- Como assim 3? São 3 bebês?” e ela confirmou: “- Isso, têm 3 embriões aqui”. Eu disse: “- Meu Deus, não é possível!!!”. Meu marido, que é muito tranquilo, não falou absolutamente NADA (risos). Só começou a chorar e tremia muito.

Não estávamos acreditando até que escutamos os batimentos cardíacos dos 3, e a partir daí tivemos a certeza de que era real. Foi então que minha ficha começou a cair. Comecei a chorar e tremer, nós dois não sabíamos o que fazer! O exame terminou e não sabíamos pra onde ir, o que fazer, para quem ligar, o desespero estava estampado nos nossos rostos.

Decidimos então reunir nossos pais para contar, e assim fizemos. Comecei falando: “- Hoje fomos fazer o ultrassom e os bebês, graças a Deus, estão bem”. Minha mãe perguntou: “- Como assim os bebês, são gêmeos?”, e eu respondi: “- Não são gêmeos, são trigêmeos!”. Nesse momento ninguém falou nada, só ficaram nos olhando. Até que minha sogra olhou para meu marido e perguntou e perguntou se era verdade. Minha mãe exigiu que queria ver o exame, então colocamos o vídeo do ultrassom. Nesse momento todos choraram de emoção, foi um momento inexplicável.

A gravidez de trigêmeos

Com o passar do tempo fomos nos acostumando com a ideia, comemorávamos a cada ultrassom que fazíamos pois víamos que o nosso trio estava bem e se desenvolvendo dentro do normal. Desde o início nosso obstetra nos alertava de que eles poderiam nascer prematuros, mas que tentaríamos segurar até o final.

Com 19 semanas fizemos um ultrassom de rotina onde o médico viu que o meu colo do útero estava curto e ele abria e fechava. Vendo o perigo, ele nos encaminhou com urgência a uma clínica para eu colocar um pessário (é um anel que fecha o colo) e a partir daí tive que me afastar do trabalho e fazer repouso absoluto.

Infelizmente o que eu mais temia começou a acontecer, as complicações de uma gestação múltipla. Com 23 semanas, mesmo de repouso, comecei a sentir contrações, fui às pressas para o hospital, onde fiquei internada por uma semana tomando medicamento intravenoso para as contrações pararem (o que, Graças a Deus, deu certo). Continuei o repouso, mas com 27 semanas fizemos um ultrassom onde foi observado uma restrição de crescimento intra-uterino do feto 3. Por causa disto, fui internada novamente, já que os bebês precisavam ser monitorados todos os dias. A cada dia que passava sabíamos que era uma vitória, pois sabíamos o quão importante era para o desenvolvimento deles.

Quando completamos 28 semanas e 3 dias, no dia 28/01/2018,a nossa Valentina decidiu que queria nascer e rompeu a bolsa. Ficamos desesperados e muito assustados, eles estavam nascendo muito antes do que havíamos planejado.

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Cerclagem x Pessário – o que fazer quando o colo é curto

O nascimento dos trigêmeos da Lizi

Com 28 semanas de gestação, Valentina nasceu com 1,190kg, Nicolas com 1,090kg e Lívia com 745g. Ali começava mais uma jornada a ser vencida, a de UTI neonatal. É um mundo paralelo, só quem vivencia isso sabe o que sentimos quando entramos em uma. Muitos aparelhos apitando, saturação oscilando, fios e mais fios ligados aos bebês. Dias bons e outros ruins, algumas intercorrências, muitas incertezas, muito medo, mas muita, muita Fé de que logo iria tê-los em meus braços e levá-los para casa.

Os dias foram passando e fomos vencendo mais essa etapa. A primeira a sair da UTI foi a Valentina, que ficou 42 dias. Depois saiu o Nicolas, que ficou 62 dias e, por último, saiu a Lívia, que ficou 72 dias. No dia 11 de abril vencemos mais um obstáculo: minha família estava completa e em casa, com muita gratidão à Deus.

Chegando em casa, outro desafio: o de cuidar de três bebes recém-nascidos e vindos de UTI neonatal, o que significa que demandam ainda mais cuidados. Minha mãe praticamente mudou-se para minha casa pois éramos eu, meu marido e ela para cuidar dos bebês.

Foi uma adaptação bastante difícil, pois tudo é triplicado. Banhos, mamadas (as da madrugada eram as piores), trocas de fraldas, choros… Mas enfim, sobrevivemos. Minha mãe nos ajudou durante 4 meses e hoje tenho uma pessoa que me ajuda durante o dia de segunda a sexta, enquanto a noite e aos finais de semana quem fica somos eu e meu marido.

É uma rotina bem cansativa, difícil, porém muito gratificante. Paro e lembro por tudo o que passamos, por tudo que eles passaram e sou muito grata por tantas bênçãos recebidas’.

Muito obrigada por dividir conosco a sua história, Liziane! Você pode seguir Os Trigêmeos da Lizi no Instagram. Que crianças fofas! Você também tem trigêmeos e gostaria de contar sua história aqui? Escreve para contato@ostrigemeosdamichele.com.br e eu te digo o que fazer. Até mais!

1 comentário

  1. Que fofura esses bebês!
    Eu fico imaginando a aflição de uma mãe tendo seus bebÊs numa UTI lutando dia a dia pela vida!

    Bjoos

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