Quando as coisas ficam mais fáceis?

Pedi para que nossos seguidores no instagram fizessem perguntas que gostariam de respostas. Curiosidades que ainda têm sobre nosso dia a dia. Uma seguidora perguntou: “ao criar trigêmeos, quando as coisas ficam mais fáceis (ou menos difíceis)?”

Sabe aqueles momentos que passa um filme em sua cabeça? Vivenciei isso ao ler aquela pergunta. A resposta “certa” é que vai ficando cada vez mais fácil conforme eles vão crescendo. A gravidez foi complicada. Porém, o primeiro ano com certeza é o período mais difícil. Com um recém-nascido, não podemos dormir o tanto quanto gostaríamos (e precisamos), não temos tempo para priorizar a arrumação da casa, não conseguimos dedicar tempo às atividades que curtimos. Fora que nossa vida muda totalmente. Mesmo quando dá tudo certo, nossa vida vira de cabeça para o ar. Certo?

Bom, se com um recém-nascido é assim, você pode imaginar como foi com três. Para as coisas não fugirem do controle, encarei tudo com o pensamento “esperar sempre o pior, mas ter esperança de que o melhor aconteça”. Desde a gravidez, decidi que só ia me preocupar extremamente se acontecesse alguma coisa, nunca por antecedência. Mas claro que é mais fácil falar isso hoje, mais de cinco anos depois.

Depois do difícil primeiro ano de vida deles, veio a fase de caminhar. Quase morríamos de dor nas costas tentando ensiná-los. Mesmo assim, eles demoraram bastante para caminhar e isso fez com que pensássemos que eles tinham dificuldades motoras devido à prematuridade. Eles não são prematuros extremos (nasceram de 34 semanas, com 2 quilos cada), mas a dúvida sempre permaneceu.

Após esta fase, eles demoraram muito para começar a falar. Mais uma vez, temíamos que eles tivessem dificuldades por terem sido prematuros. Ou até porque se comunicavam entre si em uma língua que só eles mesmos entendiam.

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Ainda assim, ao responder à pergunta da seguidora, falei sobre as épocas em que ficam doentes. Recentemente, passamos por um período bastante crítico. Marcelo teve otite no fim de outubro, e apenas 15 dias depois, teve uma grande infecção de garganta. Foram dois ciclos de antibióticos em três semanas. Dormiu comigo todos estes dias. Quando Marcelo melhorou, Murilo, Matheus, Mônica e eu adoecemos. Exatamente os mesmos sintomas: muita dor de garganta, febre alta, mal-estar por todo o corpo. Cinco dos seis membros da família precisaram tomar antibiótico. Só o papai se safou.

Eu, que andava feliz da vida dizendo que as crianças haviam passado por mais um inverno no sul praticamente ilesas, tomei um banho de água fria. Pensava que neste ano todos passaríamos sem precisar desta medicação. “Agora eles estão mais velhos, mais fortes e mais resistentes”, pensei.

Mas tudo isso dá um desânimo danado. Enquanto vimos as pessoas curtindo um feriadão de 15 de novembro com tempo bom, passamos dias trancados em casa nos tratando. Um pensamento que sempre esteve presente em nossa mente volta à tona… Faz mais de cinco anos que vivemos somente em função de nossos filhos. Devido aos extremos gastos com eles, não conseguimos planejar uma viagem, um passeio, ou investir em atividades pessoais que nos dão prazer. Quando adoecem, nossa resistência e nossa paciência vão se esgotando. Me vi chorando como fazia há alguns anos, quando o cansaço tomava conta e eu sentia falta da vida que tinha antes dos filhos. Antes de tantos gastos, antes de tantas preocupações, antes de tanta responsabilidade!

Realmente, nada mais importante do que ter saúde. Todos os problemas são esquecidos quando falta a saúde. Por sorte, estamos melhorando e daqui mais alguns dias estaremos com nossa saúde restaurada. Os filhos são nossa maior riqueza e o pensamento neles sempre será prioridade. Como diz minha sogra: “quando são pequenos, os filhos dão trabalho, mas quando são grandes, dão preocupação”. Sábias palavras.

Quando as coisas ficam mais fáceis

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