Hoje foi o terceiro dia de aula dos trigêmeos no colégio!
Ontem eles acabaram indo dormir mais cedo do que o costume, às 20h30. Afinal, escola cansa! Hehehehe. Hoje eles acordaram um pouco antes das 7h. Como contei ontem no relato do segundo dia de aula, eu resolvi pedir para a babá colocar eles dormirem um pouco depois do almoço. Isso porque os meninos – especialmente o Marcelo – chegaram na escola muito sonolentos ontem.
Saí para trabalhar e voltei às 12h. A Mônica já tinha se arrumado. A babá tinha dado almoço às 11h15 e colocado eles dormirem às 11h40. Enquanto dormiam, nós almoçamos e eu arrumei as mochilas e o lanche. Às 12h40, abrimos a porta do quarto para que nosso barulho os acordasse. Eles ficam muito mal humorados quando são acordados! Papai saiu para levar Mônica para a escola e fiquei arrumando os trigêmeos. Às 13h30 nós saímos com eles.
Diferente do que aconteceu ontem, hoje chegamos na hora de deixá-los na escola. Ontem nós chegamos cedo demais e os portões da educação infantil ainda estavam fechados. Esperar lá dentro fez com que ficassem impacientes e ansiosos para irem. Mas, pelo menos fez com que quisessem ir. Hoje, talvez pelo fato de ter chegado a escola e já entrar, o Murilo fez beicinho.
Comecei a dar tchau e os beijos e, quando olhei para o Murilo, ele estavam virando um beiço para baixo. Parecia que ia abrir o berreiro. Eu perguntei o que houve, abracei e disse que a profe estava esperando ele na sala e que a mamãe já voltava para buscar. Os irmãos ficaram chamando ele porque já tinham começado a caminhar em direção às salas. Como ele viu que os manos foram, largou minha mão e deu a mão para o Marcelo.
Matheus, Marcelo e Murilo.
Perguntei para os monitores como está sendo aquela hora quando eles separam os meninos e entregam em salas diferentes. Como eles não deixam ir até lá no horário do início da aula, fico me remoendo de curiosidade de saber se choram ou se ficam bem. Segundo os monitores, eles entram bem tranquilos em cada sala e não choraram nem no primeiro nem no segundo dia.
Na hora da saída
Na hora de buscar, eu caminho por toda a parte que é o Pré II, onde Mônica estuda, e vou até a parte da Creche, onde eles estão. Lá, tem um pátio grande e um corredor largo onde há as salas das turmas A, B, C e D. Marcelo, Murilo e Matheus estão nas turmas A, B e D, respectivamente. Ou seja, a sala do Matheus fica lá no fundão. Há janelas de vidro de onde podemos ver as crianças nas salas quando vamos buscá-las. Desde o primeiro dia eu quero buscar o Matheus primeiro e vir buscando os outros dois na volta. Mas todos os dias que eu passo na frente da sala do Marcelo, ele me enxerga!
Hoje a professora do Marcelo disse que ele chegou e começou a chorar. Aí um coleguinha dele, que segundo a profe tinha chorado ontem, acalentou o Marcelo. Ele ficou passando a mão da cabecinha do Marcelo, dizendo que não precisava chorar. Parece que imitou o comportamento da professora ontem, que fez exatamente isso quando ele próprio chorou. Por conta disso, hoje Marcelo ficou junto com esse colega, fazendo sua primeira amizade.
A professora também contou que o Marcelo procurou o Murilo no recreio, mas que o Murilo não quis conversar com ele porque estava muito interessado em seus colegas. A professora dele contou que hoje ele chegou meio manhoso (lembram do beiço que contei?), mas que depois se acostumou. Ontem ela tinha dito que ele queria ficar perto dela o tempo todo. Já hoje ele brincou, conversou, interagiu normalmente. Mas, morri de pena por ele ter esnobado o maninho na hora do recreio.
Quando termina a aula, eu fico enchendo as professoras de perguntas. Mas os meninos ficam me chamando porque eles querem ir urgentemente buscar os irmãos. É a coisa mais fofa!
A professora do Matheus contou que ele hoje não chorou, deixou ela desenhar uma estrelinha na mãozinha dele, brincou de fantoches com um coleguinha e tudo! Na hora do recreio, ele só brincou nos brinquedos depois que ela disse que podia, assim como ontem. Percebo que ele gosta de ter regras e obedecê-las, embora seja um pouco teimoso. Talvez a teimosia dele tenha a ver com isso, de forma geral. Quando explicamos como algo vai ser, ele quer que seja exatamente como explicamos. Então, se uma pequena coisinha muda, ele fica teimando que tem que ser como eu tinha falado.
Bem, depois de buscá-los, levei-os para brincar nos escorregadores da escola e depois fomos comer uns biscoitinhos de polvilho que eu tinha levado. Em seguida, os portões para buscarmos a mana se abriram e entramos para buscá-la. Todos quiseram brincar mais e eu acabei conseguindo convencê-los a sair da escola e ir para casa somente perto das 18h. Eu estava mortinha com farofa…
Será que o Marcelo vai ficar mais tranquilo? Será que o Murilo vai chorar? Será que eu posso considerar que o Matheus já está mais adaptado. Amanhã eu conto mais! Até lá!