Precisava pagar uma conta e estava tentando usar o app online do meu banco. Meu marido iniciou o banho com Murilo e Marcelo, enquanto Matheus ficou brincando deitadinho em cima do sofá. Estávamos eu e ele, na sala, eu com um olho nele e outro no computador. Segundos se passaram e eu vi que Matheus tinha a seringa que uso para higienizar o nariz das crianças na boca. Constatei que ele a havia desmontado e ela estava desmanchada dentro da boca dele, em pedaços. A peça plástica interna da seringa não estava junto ao êmbolo. Os segundos entre eu desconfiar que ele havia engolido a peça plástica e a constatação de que eu estava enganada foram intermináveis.
Já havia vislumbrado na minha mente meus próximos passos. Chamaria meu sogro, que é meu vizinho, para ficar com os demais e poder levar meu filho ao plantão do hospital junto com meu marido. Teria de convencê-los a fazer um raio X para ver se a peça estava no sistema digestivo. Para isso, mentiria que havia visto ele engoli-la. Meu pensamento foi somente até aí, porque, creio eu, a gente não consegue nem imaginar o que fazer e o que vai acontecer quando acontece algo que a gente não aceita. Quando localizei a peça, minhas pernas tremeram e se dobraram. Caí no chão. Caí no choro. Chorei de alívio. Não tive forças para continuar o que estava fazendo. Ah, o que era mesmo?
Um segundo de desatenção do cuidador pode levar a uma tragédia. Mas elas acontecem mesmo sob a supervisão da própria mãe. E mesmo se a criança está sendo observada atentamente. Por esse motivo, me levantei do chão, me perdoei, e paguei a tal conta. Levei o Matheus pro banho, peguei um dos outros, que já estava prontinho, e levei para secar e colocar o pijama. Meu pensamento no que poderia ter acontecido me atormentou por alguns dias. A conclusão a que cheguei e o aprendizado que tiro disso é que não posso deixar ao alcance deles nem uma seringa inofensiva, muito menos uma caixa de agulhas e linha, que acidentalmente foi esquecida sobre a mesa da sala ontem à tarde (e por sorte ninguém pegou).
Criar os filhos não é fácil. Existem perigos por todos os lados e estamos sempre preocupados. Bom senso é encontrar um equilíbrio entre o cuidado e a paranóia. O que me conforta é que mãe erra, sim, mas erra tentando acertar. A gente tem que cuidar sem neuras e, ludicamente, contar um pouquinho com o ajuda do anjinho da guarda.
Até mais!
Nossa Michele que susto.
Criança da uns sustos assim na gente, minha mãe me conta que quando eu era pequena uns 3 anos mais ou menos eu sumi, ela e meu pai me procuraram por umas 2 horas achando que eu tinha saído pelo portão, ou alguém me raptado quando ela e meu pai cansados de procurar ela me acha na garagem da casa da minha avó (a gente morava em uma casa nos fundos da casa da vó) na frente do carro do meu avô brincando com uma bonequinha.
Pensa no quase infarto que ela teve kkk
Criança é fogo.
beijinhos pra todos.
Nossa, Camila! Que loucura! Imagina a preocupação deles!